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Pedro Cardoso critica a TV brasileira: falta de variedade "desrespeita" o espectador

por Jovem Pan, . - Atualizado em

Pedro Cardoso participa do Pânico; veja fotos

Ator apresenta atualmente três espetáculos em São Paulo

Fonte: Jovem Pan

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Pedro Cardoso saiu da televisão, mas a televisão não saiu de Pedro Cardoso. Afastado das telinhas desde 2014 quando o seriado A Grande Família chegou ao fim, ele continua observando o que acontece no mercado. Só que não está muito feliz com o resultado. Em entrevista ao Pânico nesta quarta-feira (4), o ator criticou a falta de variedade na programação de todas as emissoras nacionais, incluindo da TV Globo, sua antiga casa.

"Já me trouxe problemas profissionais a minha compreensão de que o trabalho é igual ao capital. Nunca admiti que o capital tenha autonomia sobre o trabalho. A autoria é do artista não do dono do dinheiro. O dono tem que dar voz ao maior número de artistas que conseguir, não só aos que representam a estética dele. As pessoas têm direito à pluralidade. O Brasil tem que pautar a programação, não o contrário. Nos canais que estão aí, um se dedica a temas religiosos, outro tem sua linha tradicional de novelas, outro tem programas de games. Todos cometem um desrepeito com a variedade de produção cultural. A TV não é do empresário. É administrada particularmente por ele, mas pertence à função social que ela tem", declarou.

Pedro vive há alguns anos em Portugal com a família. Ainda ao comentar sua saída da televisão, ele contou que, por ter diversos projetos e participações recusadas nas emissoras daqui, resolveu aderir às redes sociais para poder se expressar mais livremente.

"Quando o Brasil entrou nesse momento maravilhoso que estamos atravessando (risos) me senti sem voz. Fui empurrado para contribuir um pouco com a conversa. Ela começou a ficar muito louca, simples, falsa, eu precisava contribuir. Não encontrei veículos interessados em minha opinião, as redes sociais proporcionaram esse espaço. Também é uma ilusão, né? Dá muita voz e não dá tantos ouvidos. Muita gente fala, não sei se muita gente ouve", disse.

"Eu gosto de cultivar a possibilidade pacífica de convívio. Cultivar a democracia me fez entrar no Instagram. Acho que transformar diferentes intelectos, compreensões da realidade e desejos políticos em algo pessoal é imaturidade. Tenho amigos de coloração ideológica bem diferentes da minha. Não tem problema. Em quem ele vota eu não tenho nada a ver", completou.

E já que o assunto entrou na temática eleições, o ator revelou quais são suas preferências entre os possíveis candidatos à presidência em 2018.

"Ouço com muito interesse as opiniões de Manuela D'Ávila. Não concordo com tudo, mas ouço com respeito. Ouço com muito interesse João Amoêdo. Não concordo com tudo, mas ouço com respeito. São contribuições à conversa. Ouço com interesse as pessoas que tem o desejo de votar no Bolsonaro. Não posso desprezar elas. Tenho muitas restrições a ele, mas não acho que tem que ser eliminado do convívio (...). O problema é que não há nenhum candidato a nada que ofereça sua dúvida. Todos querem nos oferecer sua convicção", concluiu.

Nessa passagem pelo país, ele ficará em cartaz no Teatro MorumbiShopping, em São Paulo, com três espetáculos simultâneos: a comédia O Autofalante, o improviso Uãnuêi e a montagem infantil Nem Sim Nem Não. Mais informações nesse link.

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