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“Comecei porque eu gostava mesmo”, diz Nana Pauvolih sobre literatura erótica

por Jovem Pan , . - Atualizado em

Escritora esteve nos estúdios do programa nesta sexta-feira (9)

Escritora esteve nos estúdios do programa nesta sexta-feira (9)

Fonte: Bruna Piva / Jovem Pan

A paixão por literatura chegou à vida de Nana Pauvolih muito cedo, ainda durante a infância, quando ela passava boa parte de seu tempo lendo.

“Aconteceu assim, sem querer. Sempre gostei muito de ler e a minha irmã tinha uma biblioteca em casa, um belo dia eu peguei um dos livros e era o “Veneno”, da Cassandra Rios, eu tinha cerca 11 anos de idade”, confidenciou em entrevista ao Pânico nesta sexta-feira (9).

Foi na adolescência, pouco tempo depois, que Nana começou a escrever contos eróticos, sem nunca nem ter tido relação sexual. “Não sei como isso”, brincou ela.

Em meados de 2012, quando já trabalhava como professora, passou a colocar os textos na internet.

“Eu sempre tive esse material em casa e nunca achei que alguém um dia ia querer ler. Aí uma vez eu coloquei no site e as pessoas começaram a pedir mais. Só não podia colocar o meu nome por conta dos alunos”.

Com o mercado dos romances eróticos em alta, ela garante que não embarcou na jornada para aproveitar o momento.

“Eu não fui porque era sucesso, fui porque eu gostava mesmo. Também gostava de dar aula, mas depois de 18 anos eu já estava cansada. Nunca parei de escrever, a diferença é que agora eu publico”, garantiu.

Tabu

Desapegada, a autora garante que aprendeu a não se importar com as críticas e o incomodo de quem considera o assunto um tabu.

“Tem uma parte da minha família, por exemplo, que não aceita até hoje. Eles acham que eu não devia falar de sexo tão claramente e eu desencanei disso”.

Ela ainda confessou já ter recebido relatos de leitoras que antes tinham vergonha de propor coisas diferentes aos companheiros e depois do livro conseguiram se soltar.

“O casamento não deveria entrar nesse marasmo sexual. Eu acho que o erotismo é natural e fico impressionada como isso ainda é visto como algo absurdo. Se você faz isso na vida real, porque não pode ler em um livro? O que eu escrevo não são fantasias, dá para colocar em prática”, completou.


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