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Para Washington Olivetto, nem uma boa propaganda conseguiria mudar a imagem de Lula

por Jovem Pan, . - Atualizado em

Washington Olivetto visita o Morning Show; confira

Publicitário lança autobiografia nesta segunda-feira (9) em São Paulo

Fonte: Johnny Drum/Jovem Pan

Publicitário lança autobiografia nesta segunda-feira (9) em São Paulo

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Fonte: Johnny Drum/Jovem Pan

Publicitário lança autobiografia nesta segunda-feira (9) em São Paulo

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Fonte: Johnny Drum/Jovem Pan

Publicitário lança autobiografia nesta segunda-feira (9) em São Paulo

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Fonte: Johnny Drum/Jovem Pan

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Fonte: Johnny Drum/Jovem Pan

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Fonte: Johnny Drum/Jovem Pan

Publicitário lança autobiografia nesta segunda-feira (9) em São Paulo

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Publicitário lança autobiografia nesta segunda-feira (9) em São Paulo
Publicitário lança autobiografia nesta segunda-feira (9) em São Paulo
Publicitário lança autobiografia nesta segunda-feira (9) em São Paulo

Não há como falar da publicidade brasileira sem citar Washington Olivetto. Em atividade desde 1969, ele foi o responsável por algumas das campanhas mais icônicas da nossa cultura popular, incluindo a clássica Garoto Bombril. Nesta segunda-feira (9), ele esteve no estúdio do Morning Show da Jovem Pan para divulgar sua nova autobiografia, intitulada Direto de Washington - W. Olivetto Por Ele Mesmo, e, durante a entrevista, contou histórias inéditas de sua vida profissional. Revelou, por exemplo, porque nunca aceitou fazer propaganda política. E disse que acredita que nem mesmo com ótimas campanhas o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conseguirá reverter sua imagem daqui para frente.

"Acho que nesse momento seria difícil. O prejuízo que ele tem em termos de imagem é muito grande. Por outro lado, ele tenta outro caminho, o de exaltar sua postura de vítima. Então vamos ter uns meses para analisar para onde isso caminha. Até porque existe uma característca do brasileiro de ser muito maniqueísta. Ou é bom ou é ruim. E esse momento é um dos mais maniqueístas da nossa história",  declarou. 

"Eu nunca fiz campanhas políticas. Esse é um dinheiro bom de não ganhar. Nem de políticos nem de empresas do governo. Foi por coerência. O problema do Brasil hoje, em geral, é que para fazer uma campanha é preciso melhorar o produto. Não adianta fazer uma campanha boa de um produto torto. A pior coisa para o mau produto é a boa propaganda. Um hora, todo mundo vai descobrir (...). Se eu fizesse campanha política, acho que faria mal. Me treinei desde garoto para decisões profissionais típicas da iniciativa privada. Na política, as decisões são políticas. Tem uma lógica. Quando comecei, era uma decisão geracional. Vivíamos uma ditadura, tínhamos campanhas estapafúrdias, como a do 'Ame-o ou Deixe-o'. Não queria fazer isso. Ficou na minha cabeça. Confesso que, com o tempo, pegou bem para mim. Muitos clientes queriam trabalhar com minha agência por eu não fazer parte de nenhum governo", completou.

Na autobiografia, Olivetto narra os cases de maior sucesso de sua trajetória, seus fracassos e, é claro, suas polêmicas. Entre elas está a campanha do Primeiro Sutiã feita para a marca Valisère - em que a lingerie "transforma a menina em mulher". No livro, ele diz que não se arrepende de ter feito a publicidade e que acredita que ela poderia, sim, ser veiculada nos dias de hoje mesmo com a ascensão do "politicamente correto". Por outro lado, por ser um "ex-fumante consciente", não faria mais nenhuma propaganda para cigarros.

"Sempre depende do caso. Existe nas redes sociais desde críticas cabíveis até críticas descabidas. cito isso inclusive no livro. Conto que fiz uma palestra para um sociólogo em 2002 em que eu defendia uma tese. De um lado estava o politicamente correto chato, de outro estava o politicamente incorreto mal-educado. Acho que no meio disso tem o politicamente saudável. Ele tem irreverência, tem bom humor, tem alegria, não é chato, mas não agride ninguém. Esse é o critério. Fazer barulho só por fazer não é bom", concluiu.

O lançamento do livro acontece nesta segunda  a partir das 18h na Livraria Cultura do Shopping Morumbi, em São Paulo.

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