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Padre Eugênio La Barbera vê rixa entre igrejas como algo exclusivo do Brasil

por Jovem Pan, . - Atualizado em

O padre é famoso por operar curas em suas missas

O padre é famoso por operar curas em suas missas

Fonte: Reprodução/Instagram

A igreja católica tem visto a religião evangélica ter um grande avanço no Brasil, criando uma certa rivalidade entre os fiéis. Convidado do Morning Show desta terça-feira (25), o padre Eugênio Maria La Barbera disse que essa rivalidade criada é algo exclusivo apenas no Brasil, muito por conta da falta de educação.

“Isso é típico do Brasil. Isso é falta de educação e não de fé. Eu devo respeitar a religião dos outros. Já fui chamado para pregar com os pastores luteranos na Suíça e ficamos em harmonia”, revelou.

Famoso por operar curas em suas missas, La Barbera acredita que é necessário ter fé em Deus para que as enfermidades sejam eliminadas da vida dos fiéis. O padre afirma que recebeu esse dom por acaso e que apenas reza pelas pessoas, servindo como um instrumento de Deus.

“Cada padre poderá ter um dom. O dom da sabedoria e o dom da fé. Eu recebi o dom da cura por acaso. Lembro no dia de páscoa, umas adolescentes trouxeram a mãe com chagas. Eu peguei as pernas, fiz uma benção e as chagas se fecharam na minha frente. A mulher saiu correndo pela igreja gritando milagre e eu neguei. Assim se iniciou meu ministério de cura”, relembrou.

“Eu não faço milagres, quem faz é Deus. Eu apenas rezo pelas pessoas. É um sinal e eu não chamo de milagre. Esses sinais que Deus deixa são manifestações de suas vontades no mundo”, conclui.

Exorcismo

La Barbera foi exorcista por 25 anos de sua vida e explicou em apenas quatro vezes se deparou com possessões reais. O padre disse que muitas vezes as pessoas acabam apenas se contaminando com energias negativas e que é preciso apenas orações para que a sensação ruim passe.

Ele também confirmou que os filmes de Hollywood exageram na demonstração de rituais de exorcismo, pois não há espíritos que movam objetos. Apesar disso, ele falou que os espíritos realmente falam diversas línguas.

“O exorcismo não é como em Hollywood. Eles falam outras línguas, alguns são violentos e querem agredir fisicamente. Não tem movimentos de objetos. Gostam de usar mentiras, provocam e é preciso ter um equilíbrio. Eu faço o exorcismo em latim e sigo tranquilamente os direcionamentos dos bispos”, finalizou.

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