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Alto consumo de pornô trans no Brasil indica curiosidade e ódio, diz Paula Napolitano

por Jovem Pan, . - Atualizado em

Terapeuta sexual analisou números que colocam o país entre os maiores consumidores de pornô trans

Terapeuta sexual analisou números que colocam o país entre os maiores consumidores de pornô trans

Fonte: Reprodução

Apesar de ser um dos países com maior índice de morte de transexuais, o Brasil é também uma das regiões que mais consome pornografia trans. Como esse paradoxo pode ser explicado? No Jovem Pan Morning Show desta sexta-feira (2), a terapeuta sexual Paul Napolitano indicou três motivos que explicam também a sexualidade e comportamento dos brasileiros: negação da sexualidade, curiosidade e ódio.

“Existem muitas pessoas enrustidas e isso se explica se pensamos no país transfóbico e homofóbico, então no site eles encontram a possibilidade de acessar esse desejo.Há também pessoas curiosas conhecendo outras opções de sexualidade”, explicou.

Outra explicação seria o próprio ódio contra a comunidade LGBT. “Especialistas dizem que os que tem ódio assistem para ficar com mais raiva e usar essa violência”, falou Paula.

Além do pornô transexual, a pornografia lésbica também é bastante acessada no Brasil. Para a terapeuta sexual, esse caso tem uma outra explicação que se relaciona com o prazer feminino de forma geral.

“Cada vez mais mulheres assistem pornô lésbico porque se sentem mais representadas do que no hétero. No lésbico tem mais afeto, carinho, delicadeza e é focado no desejo e prazer feminino enquanto no hétero dizem ser agressivo”, explicou.

 


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